terça-feira, 8 de dezembro de 2009

1 lindo hino

Hino Do Clube De Regatas Flamengo

Composição: Lamartine Babo

Uma vez flamengo,Sempre flamengo.
Flamengo sempre, eu hei de ser.
É meu maior prazer vê-lo brilhar,
Seja na terra, seja no mar.

Vencer, vencer, vencer!
Uma vez flamengo,Flamengo até, morrer!

Na regata, ele me mata,Me maltrata, me arrebata.
Que emoção no coração!
Consagrado no gramado;Sempre amado;
O mais cotado nos fla-flus é o 'ai, jesus!'
Eu teria um desgosto profundo,Se faltasse o flamengo no mundo.
Ele vibra, ele é fibra,Muita libra já pesou.
Flamengo até morrer eu sou!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O GRANDE LANCE DO NEGÓCIO DO ROCK ´N ROLL É A BRINCADEIRA.

Esta é a instantânea conclusão depois deste final de semana, regado a show dos australianos do AC DC e da leitura do livro Minha Fama de Mau do carioca Erasmo Carlos.

Lendo um e assistindo o outro, as sensações imediatas são: leveza, intensidade, doação, dedicação, verdade e por aí vai. Essências naturais e ao mesmo tempo imprescindíveis para o genuíno e legítimo espírito do verdadeiro rock´n roll.

Sem generalizações, mas a nova geração roqueira é careta demais, perto da inocente postura rocker tanto de AC DC como de Erasmo Carlos.

Primeiro porque: onde está a poesia? Faz tempo que essa beleza milenar, infelizmente, perdeu a prioridade nas mensagens musicais, como Erasmo é mestre, e que são comprovadas em suas mais de 500 composições.

Do ponto de vista poético, eu não tenho o que dizer sobre AC DC, me satisfaço com a curtição comprometida que todos eles verdadeiramente nos apresentam no palco com a simples e as vezes limitada música que produzem.

Mas e daí: JAILBREAK neles. Sem poses e penteados, sem afetação e discursinhos sociais típicos de quem não vive ou viveu as situações.

A embalagem do AC DC é irreparável. E seguem a cartilha dos negócios mundiais bem sucedidos. Excelente produto + fidelidade e respeito pelo público ou se preferirem consumidor, espectador, fãs, ouvintes e apreciadores de obras de arte.

Aliás esse termo antigo, ouvinte, para mim está cada vez mais em desuso, justo quando o assunto é música. Parece loucura, mas percebo nas noites, shows , festas e feiras, que as pessoas estão muito mais interessadas em tudo que está ao redor, do que apenas ouvir um som, um solo de guitarra, uma poesia musicada....enfim, essas coisinhas simplérrimas que fazem com que momentos de nossas vidas se eternizem.Afirmo isso, pois se ouvirmos para o lado e nos questionarmos se vivemos isso hoje em dia, em quantidade e qualidade, com a competência autoral de um Erasmo Carlos; qual será a resposta¿?

Eu havia visto os dois, Erasmo e AC DC, no Rock In Rio I. Aliás era para o Tremendão ter se apresentado na inesquecível noite do dia 19 de janeiro. Pouparam-no, “pela sua história” de um confronto com o público amante do rock pesado da época. Mesmo aos 17 anos achei aquilo desnecessário, pois: se a música é boa, o som está bom e a cerveja está gelada, precisa de mais o que? Ainda mais no Rock In Rio I no Rio de Janeiro.

Na época achava aquela história de tribo do metal uma coisa muito menos atraente do que via e ouvia. Sempre achei essa coisa de uniformizar-se, cultivar as mesmas coisas, músicas e ídolos de forma rígida e cheia de senãos aos que preferem ou gostam de outra coisa uma caretice sem tamanho. Todo mundo vestido igual, fazendo os mesmos gestos....Eu hemmm...Um lance meio religioso, obrigatório...e de qualquer religião eu fujo, afinal e na minha opinião, contato com Deus é apenas a forma muito simples de propagar a sua verdade e felicidade, sem cultos e rituais e principalmente sem contribuição financeira.

Quem faz e pratica isso, independente de qualquer coisa, “dando e recebendo”; é rico e satisfeito.

E para não me alongar, concluo exteriorizando essa sensação maravilhosa que trago para Brasília depois deste final de semana em São Paulo, recheado de descobertas e histórias, via um grande autor brasileiro, e de sons antigos, porém, verdadeiros e honestos de uma legendária e autêntica banda de rock.

E tudo isso com a grande alegria de ver meu time, ao vivo, assumir a ponta de campeonato na casas dos paulistas.
Simplesmente perfeito.
Avante Brasília e o Brasil. Abaixo o CC [ Caretice e Corrupção].

Musicalmente
Gustavo Vasconcellos

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

22 de novembro de 2009. Dia do músico. Rolou festa de comemoração?

Estava olhando a data da última vez que havia escrito um texto para o nosso blog que gradativamente começa a se conectar em diversos portais por aí afora.

O último foi dia 09 de setembro. Não falta assunto, mas falta tempo e um pouco de tranqüilidade, afinal, ser músico multitarefa, com estrutura empresarial, neste país e mais especificamente na capital dos negócios de múltiplos interesses do Brasil, já viu né.....e ainda por cima com o calorão nos últimos dias.....

Além disso, são milhares de idéias e novidades sendo digeridas depois do último giro pela Europa e que teve como ponto maior a nossa participação na WomexCopenhague.

Mas o último dia 22 de novembro foi simbólico, pois foi o dia do músico. Aonde? Teve festa? Cartãozinho? Nota na imprensa? Sessão Pública? Um aperto de mão?

Em tempo de tantas ações e eventos que usam e se beneficiam das antigas notas musicais, não deveríamos ter uma grande comemoração? Afinal, sem a união das notas com os instrumentos tocados por alguém; teríamos: gravadoras, estúdios e fábricas de industrialização daquilo que músicos reunidos criam e produzem? Teríamos produtores e técnicos musicais?

E editoras e distribuidoras? Se pensarmos só em manuscritos sim. Mas e se esses manuscritos tiverem melodia, ritmo e harmonia?

E as rádios e TVs? Não seriam chatas sem fundos, lados e frentes musicais?

E os barzinhos, casas de shows e festas? Festivais e Feiras? Enfim, onde circula e inclusive se discute permanentemente “mercado e negócios musicais”.

E as lojas de música, na rua ou no shopping, na internet ou no telefone celular?

Isso sem contar: assessores de imprensa, roadies, iluminadores, sonorizadores, mixadores, masterizadores, designers e mais um carrilhão de gente, que todos os dias executa uma atividade, alimenta um lar, engrandece uma nação; porque alguém se expõe publicamente para produzir emoção, reflexão, paz, amor e por aí vai..

Eu comemorei tocando. Trabalhando, divertindo e graças a Deus recebendo por isso. Eu e + 04 que dividiram o palco comigo, em mais uma noite de trocas com o “respeitável público”.

Ao final, fizemos um brinde e fomos para os nossos lares, afinal, teremos o prazer de nos reencontrar novamente nesta semana e nas próximas até o final do ano.

Enfim, a cada dia que passa transforma-se em um verdadeiro privilégio para mim que está nessa há 25 anos e que sinceramente sonha com + 25, pois não saberia viver sem música.

Um brinde aos músicos e seus instrumentos.

E como diria o poeta: " Quem me dera se ao menos uma vez o mais simples fosse o mais importante" Renato Russo

Musicalmente,
Gustavo Vasconcellos

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O mercado estatizou? Música virou evento?

O mês de agosto já ficou para trás. E no final dele, iniciamos as nossas tradicionais temporadas e apresentações musicais com os artistas de nosso cast que atuam no segmento de entretenimento temático.


Esse segmento tem uma intensidade tradicional a partir deste mês de setembro até às vésperas do Carnaval de 2010. Até lá, as programações em casas noturnas, somadas aos eventos corporativos, comemorativos e particulares tendem a crescer e colocar vários músicos e profissionais em permanente atividade.


De certa forma, esse mercado privado é a salvação e proque não dizer, substituir em escala a inatividade de ações e opções da esfera pública. Mas o que percebo no dia-a-dia de nossa cidade é que o mercado se monoconsolidou, ou seja, basicamente espaços e eventos privados optam em sua grande maioria por trabalhos temáticos, independente do gênero musical. Isso acaba sendo frustrante para os criadores, autores, músicos e intérpretes, produtores e empreendedores da esfera autoral.


Pelo menos em escala, existe uma autêntica segregação e que historicamente só trouxe prejuízos e que eternamente não fará sentido.


A cena, ao meu ver é entediante e uma injustiça com a quantidade de bons trabalhos musicias de Brasília. É mais ou menos assim: nas casas noturnas e eventos apresentam-se os trabalhos temáticos, que de tão parecidos permite comprovarmos uma deflação. É incrível, mas existem casas noturnas que nos procuram sem alternativas para suas programações, pois optam em sua maioria, pelo mesmo limitado conceito e consequentemente perfil de público. Tem casas, para minha surpresa e tristeza, preferem ficar com as portas fechadas nos dias "ruins" da semana por não conseguirem obter resultados a partir da variação de programação e consequente interesse de outros públicos.


Se é assim, o que resta em termos de espaço, visibilidade e resultados para aqueles que acreditam em poesia,mensagem, estética, proposta, inovação ou seja lá o que for?


Feiras? Festivais? União em torno de eventos e segmentos culturais? Enfim, acredito que sim, mas sinceramente ainda acho muito pouco diante dos recursos disponíveis e que as vezes até sobram nos caixas públicos para estimular o setor cultural.


E o duro é que historicamente ainda temos que lidar com as tradicionais lentidões de liberação de recursos públicos, burocracia, politicagens, panelagens, fuleragens e o mais novo termo que aprendi made in Belém do Pará: as pavolagens; que é uma excelente qualificação e associação para aqueles que não legislam e não executam de forma eficiente, eficaz, rápida e, modernamente on line, com se espera de um servidor público made in " imposto brasileiro".


Musicalmente

Gustavo Vasconcellos

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O dia em que as nossas autoridades fizerem tocar no Brasil 90% de música brasileira

Por que ninguém teve peito ainda de mandar tocar 90% da música brasileira.

LUPICINIO: Vocês que têm a imprensa na mão, devem saber que podem ajudar. Não só os compositores, porque não são só os compositores que estão sofrendo. São os artistas em geral.

LUPICÍNIO: O Rio de Janeiro e São Paulo não têm lugar para milhares trabalharem. Têm?

LUPICÍNIO: Quem não vem ao Rio e São Paulo não tem aonde trabalhar.

Algo mudou?

Publicado no Pasquim de 23 de outubro de 1973

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

PASQUIM: VOCÊ SABE QUE A MODA NOS FESTIVAIS AGORA É A CHAMDA "TOADA MODERNA". O QUE VOCÊ ACHA DISSO?

JOBIM: "Eu queria falar uma coisa, ainda, sobre festivais. Eu não tenho nada a ver com isso, sabe? Entrei num festival por um acidente desgostoso.Não sou da época do festival.Agora, acontece que a noite do Rio desapareceu. Antigamente, os músicos tinham emprego.Agora, não. Só tem os festivais. O que ganha, ganha alguma coisinha e pronto. Os outros não ganham nada: perdem seu tempo e perdem sua profissão.Esse negócio é muito grave. O profissional não tem como viver. E todo mundo tem de ir pro estrangeiro.Isso é péssimo. Que o músico brasileiro não possa ter emprego e viver na terra dele é uma grande sacanagem."

Publicado no Pasquim de 12 de novembro de 1969

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Goiânia: A capital autoral da região centro-oeste

Será esta uma afirmação verdadeira? Se formos analisar por quantidade de autores, quantidade de obras, quantidade de rendimentos; posso afirmar que são, e disparados.

Até a semana passada sentia uma certa falta de familiaridade com o território goiano. Algo sem explicação. Talvez faltasse algo que estimulasse uma maior aproximação.

Como músico tive o prazer de me apresentar naquela cidade por diversas épocas. Seja com o Oficina Blues e Suzana Mares na época do Café Madrid ou com as bandas empresariadas por nós no período do Território Brasileiro; ou então, pelas apresentações feitas pela BSB Disco Club em festas particulares e diversas casas noturnas como Ciao Bella, Usina e por aí vai.....Como tudo isso acontecia naquela tradicional correria e falta de tempo de bandas "on the road" tive muito pouco contato e acesso com a diversidade local.

Um pouco de desinteresse? Talvez, mas o certo é que faltava o cabo, conector e link. O conteúdo já está lá há anos. Faltava também o provedor, e esse veio via União Brasileira de Compositores|UBC e o assunto que mais me atrai no momento, ou seja, remuneração e direitos para autores, compositores, músicos e produtores.

Acostumado com a realidade brasiliense, fui pego totalmente de surpresa pelo momento goiano, que mesmo apresentando tradicionais  dúvidas e reclamações em torno do assunto, ainda assim, está a anos luz a frente de Brasília no quesito dividendos com execução pública. Comparações nesse momento não é o caso e nem o foco, afinal, temos alguns caminhos de fácil observação que nos levariam a conclusões imediatas.

Mas o que vale é o Real, e falando em moeda nacional, é estimulante estar ao lado de compositores que são apenas compositores. Independente do gênero musical, da forma e do formato ou da realidade econômica, o fato é que pude ver com meus próprios olhos pessoas 100% realizadas e estabilizadas economicamente e profissionalmente, apenas compondo letras e melodias. Haverá coisa melhor do que vc construir um lar com obras musicais?

Isso deve ser a felicidade absoluta e graças a UBC, hoje sabemos muito sobre esse direito, e com suas ferramentas tecnológicas personalizadas, trabalhamos com todo entusiasmo para potencializar a arrecadação e aumentar a distribuição, para os novos, antigos e futuros interessados. Afinal, informação é tudo, e quando ela é transmitida de origem para origem, entre os interessados e envolvidos, tudo flui melhor e a satisfação é muito maior.

Entenda-se de origem para origem, o movimento circular feito entre autores, compositores, produtores musicais, músicos e intérpretes; ou seja, é mais fácil nos entendemos entre nós.

E quando estamos juntos e unidos, como o que vi em Goiânia, os ganhos são todos reais. Podem ser maiores? Sabemos que sim. Podem ser melhores? Com certeza. Há discussão? Sem dúvida, mas como diria o poeta "quem acredita sempre alcança".

Viva o compositor de Brasília, de Goiânia e do Centro Oeste brasileiro.

Gustavo Vasconcellos